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Em Ilusão à Toa, Mauro Senise interpreta clássicos de Johnny Alf. 
Mauro Senise - saxes alto e soprano e flautas. 
Partipações: Cristovão Bastos, Adriano Souza, Gilson Peranzzetta, Jota Moraes, Bruno Aguilar, Ricardo Costa, Jefferson Lescowich, David Chew, Fabia Luna, Jaime Alem, Mingo Araújo, João Senise e Zeca Assumpção.

"Em 1973, eu ainda bem inexperiente, fui tocar com o grande intérprete Lucio Alves na boate Le Bateau, em Copacabana. Também se apresentava na mesma noite o grande compositor, pianista e cantor Johnny Alf. Foram alguns meses destas apresentações duplas. Tocando com Lucio estava o hoje produtor e arranjador Ruy Quaresma ao violão e Tony Botelho ao contrabaixo. Com o Johnny tocava o meu querido amigo/irmão, o saxofonista e flautista Raul Mascarenhas. Confesso que não me recordo de quem estava à bateria e ao contrabaixo Foram noites de grande aprendizado pra mim. E de imensa admiração pelas composições e harmonias complexas do Johnny. Hoje me sinto muito confortável tocando estas preciosidades concebidas por este gênio.
Alfredo José da Silva, o Johnny Alf, nasceu no Rio de Janeiro em 1929, vindo a falecer em 2010 em Santo André, SP. Johnny, admirador de Cole Porter, George Gershwin e de Nat King Cole desde a juventude, foi músico da noite, tocando nas boates famosas do Rio na primeira metade dos anos 50. Tom Jobim ainda em início de carreira, Dolores Duran, João Gilberto, Roberto Menescal e Maurício Einhorn eram algumas das estrelas que iam ouvir Johnny tocar e cantar na boate Plaza, tão em voga no Rio nos anos 50. Em 1955 muda-se para São Paulo, começando a fazer shows na boate Baiuca e no bar Michel. No ano seguinte, lança um disco 78 rpm, pela gravadora Copacabana, com as composições O Tempo e o Vento e Rapaz de Bem, de 1953, esta canção considerada por alguns historiadores como precursora da bossa nova por suas soluções melódicas e harmonias revolucionárias para a época. A partir daí, Johnny se torna um músico de referência.
Johnny Alf é considerado um dos desbravadores da música brasileira moderna. A leveza de seu touché, a forma desatada da marcação rítmica ao se acompanhar ao piano, a originalidade dos encadeamentos harmônicos, a mudança na disposição de notas dos acordes, as melodias com intervalos pouco usados, até a maneira de cantar juntinho do microfone sem arrebatamento, mas com a preocupação do mais nítido possível podem agora ser vistos como uma antessala da bossa nova, afirma o crítico Zuza Homem de Mello em seu livro Eis Aqui os Bossa-Nova. Como cantor, Johnny Alf trazia a inovação de usar a voz como instrumento, sincopada, mexendo nas sílabas como fazem alguns cantores de jazz. Por tudo isso, por me sentir tão à vontade com a música do Johnny é que faço agora esta homenagem a um dos maiores representantes da boa música brasileira. Depois de gravar CDs homenageando a obra de grandes músicos como Edu Lobo, Sueli Costa, Dolores Duran, Gilberto Gil e Noel Rosa, chegou a vez, tardiamente, reconheço, de homenagear Johnny Alf."
Mauro Senise (do release de divulgação).

Formato: CD
Lançamento: 11/2020
Selo: Biscoito Fino
Cód. barras: 7898539575822

Músicas:
1- Seu Chopin, Desculpe
2- O Que é Amar
3- Disa
4- Rapaz de Bem
5- Nós
6- Sonhos e Fantasias
7- Ilusão à Toa
8- Plenilúnio
9- Podem Falar
10- Olhos Negros
11- Eu e a Brisa
12- Céu e o Mar
13- Melodia Sentimental

 

 

Mauro Senise - Ilusão à Toa

R$48,50
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Em Ilusão à Toa, Mauro Senise interpreta clássicos de Johnny Alf. 
Mauro Senise - saxes alto e soprano e flautas. 
Partipações: Cristovão Bastos, Adriano Souza, Gilson Peranzzetta, Jota Moraes, Bruno Aguilar, Ricardo Costa, Jefferson Lescowich, David Chew, Fabia Luna, Jaime Alem, Mingo Araújo, João Senise e Zeca Assumpção.

"Em 1973, eu ainda bem inexperiente, fui tocar com o grande intérprete Lucio Alves na boate Le Bateau, em Copacabana. Também se apresentava na mesma noite o grande compositor, pianista e cantor Johnny Alf. Foram alguns meses destas apresentações duplas. Tocando com Lucio estava o hoje produtor e arranjador Ruy Quaresma ao violão e Tony Botelho ao contrabaixo. Com o Johnny tocava o meu querido amigo/irmão, o saxofonista e flautista Raul Mascarenhas. Confesso que não me recordo de quem estava à bateria e ao contrabaixo Foram noites de grande aprendizado pra mim. E de imensa admiração pelas composições e harmonias complexas do Johnny. Hoje me sinto muito confortável tocando estas preciosidades concebidas por este gênio.
Alfredo José da Silva, o Johnny Alf, nasceu no Rio de Janeiro em 1929, vindo a falecer em 2010 em Santo André, SP. Johnny, admirador de Cole Porter, George Gershwin e de Nat King Cole desde a juventude, foi músico da noite, tocando nas boates famosas do Rio na primeira metade dos anos 50. Tom Jobim ainda em início de carreira, Dolores Duran, João Gilberto, Roberto Menescal e Maurício Einhorn eram algumas das estrelas que iam ouvir Johnny tocar e cantar na boate Plaza, tão em voga no Rio nos anos 50. Em 1955 muda-se para São Paulo, começando a fazer shows na boate Baiuca e no bar Michel. No ano seguinte, lança um disco 78 rpm, pela gravadora Copacabana, com as composições O Tempo e o Vento e Rapaz de Bem, de 1953, esta canção considerada por alguns historiadores como precursora da bossa nova por suas soluções melódicas e harmonias revolucionárias para a época. A partir daí, Johnny se torna um músico de referência.
Johnny Alf é considerado um dos desbravadores da música brasileira moderna. A leveza de seu touché, a forma desatada da marcação rítmica ao se acompanhar ao piano, a originalidade dos encadeamentos harmônicos, a mudança na disposição de notas dos acordes, as melodias com intervalos pouco usados, até a maneira de cantar juntinho do microfone sem arrebatamento, mas com a preocupação do mais nítido possível podem agora ser vistos como uma antessala da bossa nova, afirma o crítico Zuza Homem de Mello em seu livro Eis Aqui os Bossa-Nova. Como cantor, Johnny Alf trazia a inovação de usar a voz como instrumento, sincopada, mexendo nas sílabas como fazem alguns cantores de jazz. Por tudo isso, por me sentir tão à vontade com a música do Johnny é que faço agora esta homenagem a um dos maiores representantes da boa música brasileira. Depois de gravar CDs homenageando a obra de grandes músicos como Edu Lobo, Sueli Costa, Dolores Duran, Gilberto Gil e Noel Rosa, chegou a vez, tardiamente, reconheço, de homenagear Johnny Alf."
Mauro Senise (do release de divulgação).

Formato: CD
Lançamento: 11/2020
Selo: Biscoito Fino
Cód. barras: 7898539575822

Músicas:
1- Seu Chopin, Desculpe
2- O Que é Amar
3- Disa
4- Rapaz de Bem
5- Nós
6- Sonhos e Fantasias
7- Ilusão à Toa
8- Plenilúnio
9- Podem Falar
10- Olhos Negros
11- Eu e a Brisa
12- Céu e o Mar
13- Melodia Sentimental